AI-5 50 anos - ainda não terminou de acabar

from 12/09/2018
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de terça à domingo, das 11h00 às 20h00

Há 50 anos, o AI5 (Ato Institucional número 5) aprofundava o arbítrio da  ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) e definia o fim da nossa democracia. 

A exposição AI-5 50 Anos – Ainda não terminou de acabar, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, quer discutir os custos da retirada de direitos democráticos para o imaginário cultural do País.  Segundo o seu curador, Paulo Miyada, a exposição é o resultado de uma pesquisa que procurou mapear a produção de artes visuais do período, com obras, ideias e iniciativas que nasceram em tensão com a interdição da própria opinião política, que chegou a ser virtualmente criminalizada pelas práticas de censura e repressão. Muitas das obras as obras agora expostas haviam sido proibidas, destruídas ou subsistiram ocultas.

No texto do site do Instituto, ficamos sabendo que "como uma exposição-ensaio, AI-5 50 Anos – Ainda não terminou de acabar propõe um percurso que passa por diversos estágios de restrição dos direitos democráticos e destaca múltiplas atitudes de contestação, grito e reflexão. Há também espaço para textos e documentos de contextualização, além de algumas obras comissionadas de artistas mais jovens, que conheceram o período por meio da história".
 

Evandro Teixeira, Tomada do Forte de Copacabana na madrugada do primeiro de abril de 1964  [divulgação]

 

Regina Silveira, Mesa Executiva, 1975 [divulgação]

 

São dezenas de artistas participantes, cujas obras estão organizadas em seis núcleos. Entre os artistas, podemos destacar Helio Oiticica, Antonio Benetazzo, Caetano Veloso, Regina Silveira,  Carmela Gross, Ricardo Ohtake, Evandro Teixeira, Cildo Meireles, Jorge Bodanzky, Anna Maria Maiolino entre tantos outros.

Nas palavras do curador, a arte pode, mesmo nas horas mais sombrias da história, ampliar nossa capacidade de fala e expresão:  “é possível considerar que esta mostra não é apenas um memorial de silenciamentos e perdas, mas também de reinvenções e resistências, com apelos que se endereçaram à sociedade de então e continuam em aberto para os cidadãos de hoje”.

 

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