Claudia Andujar: a luta Yanomami

de 15/12/2018
a 07/04/2019
terças a domingos e feriados (exceto segundas), das 10h00 às 20h00, às quintas, exceto feriados, até às 22h00

No IMS Paulista, a exposição Claudia Andujar: a luta Yanomami apresenta a visão da fotógrafa  sobre os povos Ianomamis, com quem conviveu e lutou ao longo dos últimos 40 anos. 

Claudia Andujar, nascida na região da Transilvânia em 1931, mudou-se para o Brasil em 1955, depois de fugir com sua família após a Segunda Guerra Mundial. Fotojornalista, tornou-se uma importante profissional, tendo registrado os Yanomami pela primeira vez em 1971.

A jovem Susi Korihana thëri em um igarapé (1972-1974)  © Claudia Andujar

 

Os povos Yanomami, segundo o Instituto Socio Ambiental, "são uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do Norte da Amazônia cujo contato com a sociedade nacional é, na maior parte do seu território, relativamente recente". Ainda segundo o site do ISA, o território dos Yanomami "cobre, aproximadamente, 192.000 km², situados em ambos os lados da fronteira Brasil-Venezuela na região do interflúvio Orinoco - Amazonas (afluentes da margem direita do rio Branco e esquerda do rio Negro). Constituem um conjunto cultural e linguístico composto de, pelo menos, quatro subgrupos adjacentes que falam línguas da mesma família (Yanomae, Yanõmami, Sanimae Ninam). A população total dos Yanomami, no Brasil e na Venezuela, era estimada em cerca de 35.000 pessoas no ano de 2011".

Catrimani, Roraima (1974)  © Claudia Andujar

 

A exposição no IMS Paulista, está dividida em dois andares. Na primeira parte, nos é apresentada o início da da carreira de Claudia Andujar, com fotografias produzidas entre 1971 e 1977 na região do Catrimani, em Roraima. Lá, Claudia Andujar cionheceu Davi Kopenawa, imporatante liderança indígena que ser tornará companheiro na luta pela proteção dos direitos do povo Yanomami. A fotógrafa, juntamente com o missionário Carlo Zacquini e o antropólogo Bruce Albert, fundou, em 1978, a Comissão para a Criação do Parque Yanomami (CCPY), e iniciou uma luta para a demarcação das terras indígenas. Nesta sala, podem ser vistos os registros das atividades diárias na floresta e na maloca, dos rituais xamânicos, dos indivíduos yanomami.

 

Na segunda parte, estão expostas fotografias que registram, nos anos 70 e 80, o "contato radical da civilização branca com a indígena, e na história de luta empreendida pela fotógrafa para proteger o povo que adotara como família". Pode-se ver uma nova versão da instalação Genocídio do Yanomami: morte do Brasil (1989/ 2018), manifesto audiovisual em 16 telas, com música de Marlui Miranda.

A exposição oferece uma leitura da trajetória da ativista, nos revelando a beleza de uma sociedade particular, confrontada com o violência e o genocídio, parte decisiva do desastre da história do país. Desta forma, "a luta yanomami" representa um manifesto, atual e urgente, denunciando a violência praticada contra os povos originários, mais do que nunca ameaçados.

 

Para saber mais:

Leia sobre os Yanomami no site do Instituto Sócio Ambiental.

Veja a reportagem feita pelo Brasil de Fato, em fevereiro de 2018.

 

 

 

 

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