Conflitos: fotografia e violência política no Brasil 1889-1964

de 08/05/2018
à 
de terça a domingo e feriados, das 10h00 às 20h00; quintas, das 10h00 às 22h00

A exposição Conflitos: fotografia e violência política no Brasil 1889-1964, que estava em cartaz no Rio de Janeiro, veio para o IMS de São Paulo, onde poderá ser visitada até o final de julho de 2018. 

Com a curadoria de Heloisa Espada, a exposição procura contradizer a imagem do Brasil como país pacífico e nos oferece um olhar sobre a história nacional que colabora na compreensão da atual crise política.

Affonso de Oliveira Mello. Revolução Federalista. Execução de um revoltoso. Rio Grande do Sul, 1894. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional – Brasil

 

Segundo o texto do site do IMS, "com um panorama de imagens de guerras civis, revoltas e outros episódios de confronto envolvendo o Estado brasileiro, Conflitos aborda o papel das imagens fotográficas nesses eventos, seu uso político e suas formas de circulação. São trabalhos de autores conhecidos, como Juan Gutierrez e Flávio de Barros, e de inúmeros anônimos, amadores ou profissionais, nos mais diversos suportes, montando um painel heterogêneo sobre as práticas fotográficas no Brasil".

O texto da curadora, Heloisa Espada, esclarece que a ideia era trazer "um retrato um tanto atípico do Brasil", confrontando o senso comum de que nossa história é pacífica e ausente de conflitos. A exposição, que reúne fotografias de conflitos políticos – revoltas, revoluções, insurreições e guerras civis – que tiveram desfechos violentos, permite entender o período que vai do golpe da República (1889) até o golpe de 1964. Nas palavras da curadora, "o que se vê são fragmentos de uma história de disputas e balas: o olhar ingênuo do jovem soldado em contraste com mortos e feridos; cenas de escombros e depredações; expressões de desolação, perplexidade e fúria".

 

Fotógrafo desconhecido. Revolução de 1930. Empastelamento da Gazeta de Notícias. Av. Rio Branco, Rio de Janeiro, 24.10.1930. Agência O Globo

 

Augusto Malta. Revolta Naval (Chibata). Gregório do Nascimento e André Avelino, marinheiros amotinados. Rio de Janeiro, 26.11.1910. Fundação Museu da Imagem e do Som – FMIS/RJ

 

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