Irving Penn: centenário

de 21/08/2018
à 18/11/2018
de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 10h00 às 20h00; nas quintas, até as 22h00

A exposição Irving Penn: centenário, no IMS Paulista, apresenta um panorama da produção do fotógrafo norte-americano. São  mais de 230 fotografias, concebidas ao longo de quase 70 anos de carreira, além de cerca de 20 periódicos.  Irving Penn (1917-2009) atuou no campo da moda, além de fazer retratos, naturezas-mortas, nus femininos, peças publicitárias, entre outras obras.

Vestido sereia de Rochas (Lisa Fonssagrives-Penn), Paris, 1950 / Irving Penn / © Condé Nast

 

A exposição ocupa dois andares do IMS Paulista. As obras estão organizadas em 12 eixos temáticos. Em cada seção, podemos acompanhar o processo de experimentação que permeia a produção do artista. Pode-se ver fotografias de naturezas-mortas, feitas para a revista Vogue, assim como retratos de intelectuais que viviam em Nova York, como Igor Stravinsky, Marcel Duchamp, Alfred Hitchcock e Truman Capote.

Penn também fez registros de pessoas comuns, trabalhadores em Cusco (Peru) ou em Paris, Londres e Nova York, como a série  Pequenos ofícios, realizada em 1950 e 1951.

Outro destaque da retrospectiva é o conjunto de fotografias de moda. Em 1950, Penn registrou a alta-costura parisiense em imagens simples, que dispensavam os cenários grandiosos. “Os trajes eram apresentados com um intenso respeito por suas qualidades de corte, linha, textura, detalhe, e o mesmo respeito era dado à graciosidade e à personalidade das modelos”, afirma Philippe Garner em texto do catálogo.

Jogos depois do jantar, Nova York, 1947 / Irving Penn / The Irving Penn Foundation © Condé Nast

 

Sua famosa série Cigarros (1972), na qual retrata bitucas de cigarro coletadas das ruas e fotografadas no estúdio, Penn direciona o seu olhar para os elementos do cotidiano, os signos do mundo real. Segundo a curadora de exposição, Maria Morris Hambourg: “Penn reconhecia a poesia do detrito, genericamente como uma evidência refratada do estado do mundo, e intimamente como uma janela para outras vidas individuais. Ele recolhia o que encontrava nas ruas, literalmente, com uma câmera.”

A exposição, inaugurada em 21 de agosto, ficará aberta até 18 de novembro de 2018.

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