Circuito Praça Mauá: Museu de Arte do Rio e Museu do Amanhã

A Praça Mauá, no Rio de Janeiro, é o endereço de dois dentre os mais novos e principais museus do país: o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR).

Visitar o Museu do Amanhã é uma experiência ímpar e certamente inesquecível. Com percursos dinâmicos, acompanhados por experiências tecnológicas que convidam à interação, o Museu do Amanhã propõe projeções e lança perguntas sobre as possibilidades e os desafios do futuro do planeta e da humanidade. Não apenas visitamos o museu, mas, sobretudo, o vivenciamos. Além da exposição principal, ancorada em cinco grandes áreas (Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós) e das exposições temporárias, o Laboratório de Atividades do Amanhã e o Observatório do Amanhã promovem uma série de atividades e funcionam como centros de constante atualização das transformações do planeta e de reflexão acerca do impacto dos avanços tecnológicos na sociedade. Espaços, podemos seguramente dizer, que nos permitem conhecer e experimentar possibilidades presentes e futuras.

Se no Museu do Amanhã o foco está na intervenção humana e nos desdobramentos de nossas múltiplas intervenções em nossa casa – o planeta Terra – , no Museu de Arte do Rio (MAR) os desafios, conflitos, contradições e perspectivas da cidade do Rio de Janeiro e de sua população ganham evidência em exposições de curta e longa duração, de âmbito nacional e internacional. Seu programa educativo, cujo pilar é a Escola do Olhar, tem como proposta-base unir arte e educação e fazer do museu um espaço de permanente interação com a sociedade. Cursos, seminários, ciclos de palestras e outras atividades são constantemente oferecidos, além do programa de visita às exposições do museu, organizadas em diferentes eixos temáticos. Um museu escola; uma escola para o museu. O MAR nasceu para contar um pouco da história do Rio de Janeiro. Vocação que desempenha, com maestria e antes de tudo, pela cidade e por seus moradores.

Outros motivos para viver o circuito:

  1. A Praça Mauá foi completamente revitalizada dentro do conjunto de ações que marcaram o resgate e a valorização do patrimônio da região portuária do Rio de Janeiro. Foi reinaugurada em setembro de 2015 eternizando-se como um espaço que permite conjugar a cidade ao mar. A vista da Baía de Guanabara ao se caminhar pela praça é realmente privilegiada.
  2. Os projetos arquitetônicos dos museus são modernos, originais e buscaram integrar e harmonizar as novas construções aos espaços que as receberam. Os dois prédios ocupados pelo MAR estão interligados por uma passarela suspensa – a ‘cobertura fluída’ – cujo desenho remete às ondas do mar. Já a cobertura móvel do Museu do Amanhã, formada por estruturas de aço que são a base de sustentação do sistema de captação de energia solar, se deslocam ao longo do dia, acompanhando o posicionamento do sol.
  3. Caminhando pela região podemos conhecer locais históricos da cidade, como o Cais do Valongo, a Pedra do Sal, a Igreja de Nossa Senhora de Montserrat e o Mosteiro de São Bento, a Igreja Matriz de Santa Rita e a Igreja de Nossa Senhora da Candelária. Para os animados com caminhadas um pouco mais longas, da Igreja de Nossa Senhora da Candelária facilmente se alcança a Igreja Nossa Senhora do Carmo da Sé Antiga, o Paço Imperial e a Praça XV. A região é um símbolo do legado deixado pelas Olimpíadas Rio-2016. O mural Etnias - Todos somos um, do muralista Eduardo Kobra, é parada obrigatória. A movimentada orla da região portuária – Orla Conde – , com cerca de 3km de extensão, é o mais novo passeio público da cidade.